Gastronomia italiana e produtos de primeira linha na Feira Buona Cucina

Gastronomia italiana e produtos de primeira linha na Feira Buona Cucina

Gastronomia italiana e produtos de primeira linha na Feira Buona Cucina

Dos mesmos organizadores da Feira Sabor Nacional, que já virou tradição no calendário gastronômico de São Paulo, a Buona Cucina finaliza mais uma edição com sucesso e revela que também veio para ficar!  

por Juliana Delgado – publicitária e amante desse universo!

Com produtos de primeira linha que remetem à cultura italiana, restaurantes renomados, gente de bem e lugares que marcam história como cenário do evento, a feira, realizada entre os dias 02/11 e 03/11 (Espaço Iate Clube), toma um corpo ainda maior em 2019 e torna-se uma experiência única para os amantes da boa gastronomia.

Nesse ano, realizada no palacete da Dona Veridiana Prado, o primeiro casarão construído na cidade de São Paulo, em 1884, e atual sede do Iate Clube de Santos, a Buona Cucina reuniu cerca de 80 expositores brasileiros, entre grandes e pequenos, música de qualidade e oficinas para crianças. Tudo rodeado por muito verde e um paisagismo ímpar em plena capital paulistana!

Ao passear pela feira, não tem como ser diferente, vamos nos deliciando com cada detalhe, descobrindo novos sabores e texturas e vibrando com cada empreendimento, repletos de histórias e boas ideias que fazem da gastronomia um reciclar constante, inovando-se a cada dia e, ao mesmo tempo, resgatando o gosto pelo artesanal e pelo produto genuíno  que nossa cultura merece.

Claro, aproveitamos também para saborear aqueles clássicos que nunca saem de moda! É o caso dos canolis da Totó Canoli, da foccacia da Da Mooca Pizza Shop, e dos tradicionais pratos do Jardim di Napoli e MODI, como os famosos polpetone à parmegiana e o cone de frutos do mar grelhados, respectivamente.

Como não poderia faltar na boa gastronomia italiana, também tivemos o prazer de contar com a presença da premiadíssima Gelato Boutique, com sorvetes autorais inusitados elaborados com ingredientes brasileiros e o renomado Albertina, com o restaurante poup-up Albertina/Nostro, onde o Chef Bruno Alves teve a maestria de criar receitas italianas com produtos artesanais próprios da feira.

Que orgulho dos nossos empreendedores! E parabéns à Buona Cucina, por abrir suas portas e incentivar tanto talento e projetos para lá de especiais.

foto: Gelato Boutique

foto: Gelato Boutique

Para fechar com chave de ouro minha busca por criações primorosas pela feira, aqui vão mais algumas dicas que valem a pena conferir!

Fazenda Atalaia: Destaque para os queijos de cabra cremosos e o Tulha, de casca dura, picante, frutado e levemente salgado, premiado com medalha de ouro no World Cheese Award 2016-17.

foto: Queijos da Fazenda Atalaia

Casa Mantiva: Produtora de azeite extravirgem, entre outros derivados, foi premiada no mais importante concurso do setor, o New York 2019 (NYIOOC 2019), com medalha de ouro, pelo Reserva Mantiva, um blend de algumas variedades de azeite e dos seus diferentes momentos de colheita.

foto: Azeite extravirgem e azeitonas arbequinas da Casa Mantiva

Salvatore Longobardo: A produção de limoncellos e mandarinellos já passa por gerações. E o que mais chama atenção é o cuidado com cada detalhe do processo, feito de forma inteiramente artesanal desde a pintura das garrafas até a seleção e destaque das frutas. Sem contar que o limão siciliano vem direto da Itália, caso contrário o licor não ficaria tão saboroso e idêntico aos que encontramos ou importamos de lá!

foto: Licores da Salvatore Longobardo

Deu  água na boca?! Então prepare-se, porque ano que vem tem mais!!

Abração até a próxima!!

Siga os próximos eventos da FSN: @feirasabornacional  / facebook.com/feirasabornacional 

 

Lançamento de Ponto Chic imita sabor e textura de carne

Lançamento de Ponto Chic imita sabor e textura de carne

Lançamento de Ponto Chic imita sabor e textura de carne

Sanduíche Chic do Futuro.

Casa aposta em opção para quem quer reduzir consumo de carne.

27/08/2019 – por Mariana Grosche e Mariana Veltri

O clássico dos sanduíches da capital paulista aderiu ao futuro. Ponto Chic lançou neste mês o Chic do Futuro. Um delicioso hambúrguer, sem carne, mas com o incrível sabor dessa proteína. Uma opção para quem está deixando de comer carne, mas que não resiste ao seu gostinho.

O proprietário Rodrigo Alves, a quarta geração à frente da casa, o que mais tem é história pra contar. Seu avô, Antônio Alves de Souza, chegou a trabalhar como garçom nos anos 50, onde fez escola. Mais tarde veio o filho, José Carlos Alves de Souza, e depois veio Rodrigo, que ao invés de mesada, ganhou do pai uma carteira azul (de trabalho), indicando ali seu início nos negócios da família. Hoje o Ponto Chic tem três lojas, e quem comanda são eles mesmos. “A gente compartilha a gestão, nós três que tocamos, não é franquia”, conta o neto.

Para os adoradores de histórias, o Ponto Chic surgiu na Semana de Arte Moderna de 1922, e era frequentado por artistas, intelectuais e universitários. Foi feito até um livro: “Ponto Chic – Um bar na história de São Paulo”, de Angelo Iacocca. As Marianas até ganharam uma edição dele (quem sabe sai uma nova matéria daí?).

Rodrigo autografando o livro elaborado por ele sua família.

O clássico Bauru foi uma sugestão de um cliente, que era daquela cidade e que estudava em São Paulo, e sugeriu ao chapeiro os ingredientes (pão francês, fatia de rosbife, tomate, pepino e o queijo). O sanduíche agradou ao paladar dos amigos paulistanos, que queriam um sanduíche igual ao do “Bauru”. Desde então, a receita se espalhou por São Paulo e pelo Brasil afora. “Nosso diferencial é o rosbife e tem vários segredinhos. O preparo vai desde o pão até a mistura de queijos derretidos em banho-maria”, revela Rodrigo.

Não à toa, eles continuam atentos e fazendo as adaptações. “Se foi um cliente que nos deu um carro-chefe, quem somos nós para não ouvirmos o cliente? A gente sempre tem adaptações e inovações. Ninguém fica 97 anos aberto, parado, imóvel. Na década de 90 surgiu o Beirute, um cliente quis no pão sírio, outro quis Bauru no pão sírio, e por aí vai”, exemplifica.

Tudo o que fazem não é pela tendência momentânea. “Por nossos valores, seguirmos o tradicional, a gente espera a coisa se consolidar um pouco mais para incorporarmos”, diz.

Foi assim que surgiu o Chic do Futuro, um lançamento com hambúrguer, 100% vegetal. Um produto de alta tecnologia, da empresa Fazenda do Futuro. A partir de pesquisas de laboratório, foi desenvolvido um hambúrguer de planta, com todo o quadro nutricional da carne bovina. Ele imita o sabor e a textura da carne. As Marianas conferiram e é impressionante, porque até sangra.

“Tem óleo de beterraba, enfim, toda uma tecnologia aí envolvida. Muitos clientes pediram opções pra gente de vegetariano. Essa questão de diminuir o consumo da carne, já não é uma tendência, é uma realidade, principalmente nos mais jovens. Os turistas estrangeiros também, 50% deles são vegetarianos. E quando chegou esse produto, que é realmente revolucionário, vimos que atenderia o público muito bem, então a gente introduziu em nosso cardápio. Com esse lançamento, nosso foco é para quem quer reduzir o consumo de carne”, explica Rodrigo.

E assim mais um produto é introduzido para a história do Ponto Chic. Só por curiosidade, em janeiro a Lei Estadual 16.914/2018 reconheceu o Bauru como Patrimônio Imaterial do Estado de SP. “Oficialmente o Bauru é o representante da gastronomia do paulista. A prefeitura, na semana da Jornada do Patrimônio, colocou algumas placas que são a ‘Memória Paulistana’. São coisas importantes, em locais onde aconteceram. E no Ponto Chic colocaram a placa: ‘Aqui foi inventado o sanduíche’. Então foi um reconhecimento pelo Departamento de Patrimônio Histórico da cidade, reconhecendo aqui como local”, comemora o proprietário.

Para os curiosos e apreciadores de novidades, corram até o Ponto Chic e arrisquem o Chic do Futuro!

 

O segredo de uma das mais tradicionais pizzas paulistanas

O segredo de uma das mais tradicionais pizzas paulistanas

O Blog da Chef põe a mão na massa e vê que para fazer uma saborosa pizza, basta um simples toque!

por  Mariana Veltri

As Marianas aprovaram tanto a pizza da Babbo Giovanni que voltaram para o evento “Pizza em Pauta”, que rolou no dia 27/02, na franquia da Móoca, o coração da pizza na cidade de SP. Na ocasião, profissionais da gastronomia e jornalistas puderam pôr a mão na massa e se deliciar com as pizzas feitas por cada um.

Giovanni Tussatto Neto, proprietário da rede, apresentou um workshop dos primórdios da Babbo, implantada por seus avós até os dias de hoje, suas franquias e o segredo da tradição, que enaltece a marca em cada loja.

Feito o workshop… hora de revelar a receita! Todos puderam assistir o preparo da tão famosa massa! A massa é um alimento que recebe a interferência de qualquer sentimento na hora de preparar. Cuidado ao cozinhar, se estiver com sentimentos negativos, é provável que a massa não atinja o ponto ideal! “O segredo da massa é a mão do pizzaiolo, o jeito de fazer. O carinho e a atenção colocados na comida é que dão o sabor”, garante Giovanni Neto.

Depois, lá fomos nós colocar a mão na massa. Preparamos uma novidade no cardápio, Pizza Vegana, com abobrinha ao forno e berinjela ao alho e azeite, palmito e tomate seco. A outra, foi a famosa da casa, Portofino, que vai muçarela, gorgonzola, presunto parma e geleia de figo. Sem contar o delicioso molho de tomate da casa que acompanha as pizzas. De fato, os sentimentos interferem na massa e se não estiver focado… dá ruim! Só que as nossas… foi de-lí-ciaaa!

Além da tradição, uma curiosidade é que todas as massas de pizza da Babbo Giovanni são totalmente veganas!! Fica a dica! Se você é vegetariano ou vegano, basta adaptar ao seu paladar ou pedir a de sua preferência.

A Babbo representa a típica pizza paulistana, com padrão original, focando na massa. A massa pode ser integral ou normal, traz no cardápio os sabores tradicionais como a Portuguesa que chega a pesar mais de 1kg!! Além de pizzas mais exóticas.

Em 100 anos de existência, a marca chega a 16 lojas atualmente. E cada adaptação no cardápio é feita uma curadoria e toda uma seleção para isso.

A Babbo Giovanni compartilha com o Blog da Chef a receita de sua deliciosa massa de pizza. Segredinho revelado a todos! Agora é só se deliciar!

Quantidade aproximada de ingredientes:

  • 1 kg farinha de trigo
  • 500 ml água
  • 20 g sal
  • 5 g açúcar
  • 20 g fermento biológico
  • 20 ml óleo ou azeite

 

Modo de preparo:

Coloque a farinha numa vasilha grande.

Misture num recipiente o óleo, fermento, sal e açúcar. Acrescente essa mistura à farinha.

Acrescente a água e sove a massa, até ficar no ponto de massa de pão.

Corte pedaços de 400 g e boleie para tirar o ar e deixar a massa em forma de “bola”.

Descanse por 2h antes de abrir o disco e cobrir com o recheio de preferência.

Experiência pra lá de marcante

Experiência pra lá de marcante

 

Vista de Valparaíso em “La Sebastiana”

Valparaíso, Neruda e “La Caperucita y El Lobo”!

por Juliana Delgado – Valparaíso – Chile – dez. 2018

O que dizer sobre essa experiência marcante em Valparaíso? Foi só um trechinho da nossa “saga” por Santiago – eu, minha mãe e irmã, juntas pela primeira vez para comemorar os 70 anos da mamma – Mas o sentimento que fica é de puro encanto e magia, especialmente após visitar um dos refúgios do poeta Pablo Neruda, “La Sebastiana”, com sua personalidade ímpar e uma vista estarrecedora para os cerros e o Oceano Pacífico. 

La Sebastiana e sua vista para Valparaíso.
La Sebastiana e suavista para Valparaíso.

Como ele mesmo dizia, “soy un constructor”, de poesias, casas, estátuas e histórias… E é com esse olhar que me volto a Valparaíso, onde a cidade parece criar seu próprio movimento. Subindo por ruelas entre as colinas e revelando casas coloridas do século XIX e início do XX, no melhor estilo vitoriano, neoclássico e art noveau. Algumas de suas construções, inclusive, espalhadas por Cerro Alegre e Cerro Concepción, estão muito bem conservadas. Não é à toa que, em 2003, o grande porto do centro do Chile foi declarado pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. Título merecido!

E contornando as ruas da cidade, nos deparamos com os cantos e lugares mais inusitados. Muitos deles com bares despojados, cafés e, claro, como não poderia faltar, restaurantes modernos e com gastronomia de primeira linha! Nós tivemos a sorte de contar com o bom gosto da irmã e suas pesquisas pelo Google (rsrs). Então fomos experimentar um lugar bem diferenciado, daqueles que as excursões e motoristas não costumam nos levar: La Caperucita y El Lobo! Guarde bem esse nome! É um lugar sensacional, no Cerro Florida, e que vale muito, mas muito a pena mesmo conhecer!

Almoçamos por lá e tivemos um momento delicioso… com uma boa taça de vinho rosé e uma vista privilegiada para Valparaíso (o mar está a frente do terraço). Contamos também com a simpatia e profissionalismo da proprietária Carolina que, juntamente com seu marido e outras jovens profissionais como ela fizeram toda a diferença, tornando o lugar ainda mais especial!

Aliás, a história de “La Caperu”, como é carinhosamente chamada por eles, merece um destaque à parte. Sediada na luminosa e acolhedora casa da “Abuela de la Caperucita”, o casal Carolina e Leandro foram atribuindo à antiga construção uma nova e sutil identidade. E em janeiro de 2013, conservando a base e detalhes históricos que remetem aos bons tempos das reuniões em família, abriram as portas ao público com o toque de vanguarda da boa cozinha contemporânea!

Sobre o menu!!?? Ahhhhhh, nós experimentamos alguns pratos bem peculiares. Os “Choritos Salteados” são um deles, elaborados com mexilhões frescos, vinho e um creme à base de erva-doce, coentro e limão. Muuuuuuuito saboroso!!! A entrada foi uma receita bem “modernosa” e que nunca tínhamos provado: espuma de pescada e “polvo de piure” (polvo em pó), servida em conchas grandes e parecidas com os mexilhões. Em seguida, eu e a mamma pedimos um prato bem suave, com merluza e creme de feijões verdes, típicos do Chile. E para acompanhar o café, vieram como cortesia pequenos tabletes de marshmalow com caramelo. Ótimo para nos dar um “up” e seguirmos com o passeio!

Além disso, o menu também é composto por peixes, carnes, massas, ceviches, risotos e sobremesas diferenciadas. Sempre com um “que” de inovação, alimentos da região e o bom humor dos nossos anfitriões! “Gracias por la hospitalidad Caperu!”. Com vocês, a poesia de Neruda no ar e o Oceano Pacífico ao fundo, nossa passagem por Valparaíso se tornou muito mais envolvente e emocionante! E como não poderia deixar de passar pra você, quando for até lá, reserve um hotel no alto da montanha, com vista para o mar, e fique pelo menos por uma noite. Não pudemos fazer isso, mas tenho certeza que a magia deve ser em dobro! Depois me contem!! Abração e até a próxima!

O casal Leandro e Carolina

Para visitar “La Caperucita y El Lobo”, é bom fazer uma reserva antecipada.

Confira as informações completas no site: https://www.lacaperucitayellobo.cl

Para “La Sebastiana”, basta chegar.

Cheque antes os dias e horários de funcionamento e valores do ingresso, através do site da Fundação Pablo Neruda: https://fundacionneruda.org/museos/casa-museo-la-sebastiana/

E buen viaje!!

 

Experiência é tudo!

Experiência é tudo!

Pelo Mundo: embarca no Chile

por Juliana Delgado – Santiago, Chile, out 2018

Então lá fomos nós! Eu, minha mãe e irmã, comemorar os 70 anos da mamma pela terra de Neruda! Foi simplesmente incrível, não só por estarmos prestes a realizar uma verdadeira saga gastronômica, repleta de bons vinhos chilenos, ceviches e frutos do mar, mas principalmente por estarmos juntas, pela primeira vez, compartilhando momentos únicos de afeto e fortalecendo ainda mais os nossos laços. Acredito, cada vez mais, que esse é o tipo de experiência que fica, transforma e que levamos para a vida inteira. Hummmm, já deu até aquele “gostinho de quero mais!”.

Queríamos passar os quatro dias que tínhamos de uma forma tranquila, para ficarmos bem à vontade, poder passear a pé até o centro da cidade e, ao mesmo tempo, curtir o toque boêmio de Santiago. Então nos hospedamos no bairro de Lastarria, uma região super charmosa, aconchegante e bem localizada.

Lastarria é cativante, cercada de verde e com uma graciosa feirinha de artesanato e artistas de rua.  É uma região que transpira arte e cultura e ainda conta com restaurantes, bares e cafés deliciosos para os mais variados gostos e bolsos.

E foi exatamente lá onde nosso tour começou! Assim que deixamos as malas no hotel já fomos almoçar e começamos, claro, pelos riquíssimos ceviches chilenos. Na minha opinião, são todos lindos e interessantes, com sabores e ingredientes típicos dos Andes e, como não poderia deixar de ser, com uma boa dose de pimenta ou molhos mais picantes para dar o toque final.

Esses são os pratos que mais gostamos! (ao lado). Ambos são do bar e restaurante República del Pisco, elaborados com milho branco, o famoso amarelo tostado  e um delicioso Camote, uma espécie de batata doce que dá um toque especial à receita, tanto em sua forma genuína, levemente cozida, como um molho suavemente picante sobre o peixe. Para fechar a noite, degustamos um saboroso pisco oferecido por Alex, um rapaz simpático e divertido que nos atendeu. Ali começamos a entender exatamente a diferença entre o drink chileno e o peruano e, cá para nós, adorei os dois, ainda prefiro a versão chilena, com o sabor mais acentuado do pisco e sem a clara de ovo que faz a espuma da versão original peruana.

No dia seguinte, como combinado, lá fomos nós rumo ao “Centrão”! Uma ótima surpresa, aliás, porque ali Santiago se revela realmente como uma cidade limpa e organizada, com uma segurança tão eficiente que nos permite andar a pé por todos os cantos. Como foi bom sentir essa paz, que chega a ser transmitida no ar, ainda mais quando vivemos em uma metrópole como São Paulo!

Nossa ideia era almoçar no badalado bairro da Bela Vista, mas ao chegar no Mercado Municipal resolvemos provar a famosa Centolla! E aqui vale uma boa dica: Como o crustáceo é uma verdadeira iguaria e seu valor é bem alto, é possível pedir a peça inteira, que vem à mesa quente e cozida no vapor, ou provar uma porção onde a carne já vem desfiada e fria, para degustar como aperitivo. Nós acabamos experimentando esta segunda opção, mais em conta, mas confesso que depois achamos que teria valido a pena experimentá-la por inteiro. Afinal, quando voltaremos lá novamente, não é mesmo? Preparem os bolsos! (rsrs)

Uma outra dica que não poderia deixar de dar é o incrível Mestizo. Para quem gosta de lugares mais badalados e com o requinte dos restaurantes modernos, é uma ótima opção. Sem contar que a vista para o imponente bairro de Las Condes é maravilhosa. Chegamos lá no finalzinho da tarde, exatamente para curtir mais o visual, e então nos estendemos para o jantar. Sem dúvida, um momento muito feliz e que mereceu um brinde especial!!! Guarde bem esse nome, Gran Terroir de Los Andes – Carmenère 2016. Sem dúvida, o melhor vinho da viagem!!!

(Olha a gente aí!!)

E assim fomos seguindo a viagem, com boas doses de vinho, brindes, visitas a lugares encantadores, como a casa de Neruda (La Chascona), boa gastronomia, e muita troca! Passamos também um dia inteiro em Valparaíso, maravilhooooooooso, e que nos emocionou muito, mas essa é uma história que, com certeza, merece um capítulo à parte!

No nosso último dia, em pleno domingão, para fechar com chave de ouro, optamos por curtir um pouquinho mais o clima de Santiago, azulzinho e ensolarado, por sinal!! Logo pela manhã, eu e minha irmã subimos o Cerro Santa Lucia, um lugar belíssimo e de onde podemos ver boa parte da cidade. Fomos também até o Palácio de La Moneda e seguimos com a mamma direto para Bela Vista. Foi então que descobri que os hambúrgueres e sanduíches estão muito mais difundidos do que eu pensava!!! Assim como as cervejas e suas mais variadas versões. Paramos no Ciudad Vieja para degustar uma das mais típicas do Chile, a Austral, muito leve e saborosa, com tipos que vão da lager à dark ale. E como não resistimos (rsrs), pedimos aquele big sanduíche de carne desfiada com batatas fritas!!

Passamos depois pelo Pátio Bela Vista, um verdadeiro shopping gastronômico a céu aberto, com bares, restaurantes, cafés e lojas de todos os tipos. E na volta para “casa”, como não poderia faltar, paramos numa das principais sorveterias de Santiago, a Emporio La Rosa! Tomamos um belo sorvete de dulce de leche, além de experimentar o inédito sabor de “rosas”, especialidade da casa, e passeamos um pouquinho pela “feirinha” para aproveitar o entardecer em nossa querida Lastarria!

Ahhhhhhhhh, à noite? Fomos brindar mais uma vez essa experiência incrível, é claro! Única e gratificante que é estar entre mãe e filhas. E faço questão de deixar aqui minha homenagem aos produtores de vinhos chilenos, pois todos os que experimentamos são de uma qualidade ímpar! E graças a eles, minha viagem com ELAS se tornou ainda mais especial!

Melchior Neto, o chef das telinhas, aqui na Chef

Melchior Neto, o chef das telinhas, aqui na Chef

Melchior Neto, o chef das telinhas, aqui na Chef

O Blog da Chef conversou com esse empreendedor da gastronomia.

por Mariana Veltri

A trajetória do chef Melchior Neto é longa. Há mais de 20 anos no ramo da gastronomia, já foi promoter, empresário comercial e dono de bares. Hoje comanda três estabelecimentos de gastronomia, assina cardápios de eventos de celebridades por meio do projeto “cardápio às cegas” e é também um dos chefs da edição “Bocados de Felicidade – Tortas Salgadas e Quiches”, de Ana Maria Braga. Não é à toa tamanha badalação! Quem prova as delícias desse chef, entende bem o porquê de tanto sucesso.

O segredinho é a criatividade, busca sempre fazer receitas diferentes. Costuma estar atualizado nos acontecimentos das épocas. Esse ano a Chef TV fez posts especiais de Melchior com os bolinhos dos times participantes da Copa do Mundo. A ideia foi criar os bolinhos com as receitas mais tradicionais de cada lugar.

“Nasci cozinheiro, sempre me interessei pela cozinha, vivia na barra da saia da minha avó vendo ela cozinhar, nunca fiz nenhum tipo de curso”, conta.

Como um bom empreendedor, dá suporte e treinamento para os chefs de cada estabelecimento, além de fazer workshops pelo Brasil inteiro, numa espécie de “aula-show”. O sucesso do chef é garantido, tanto que vira e mexe, está sempre pelas telinhas de programas de gastronomia.

Hoje é proprietário do Bistrô 558, restaurante francês, cuja inspiração veio de uma viagem a Paris, quando frequentou lugares não turísticos, com pratos servidos por uma média de 15 euros. Nasceu o Bistrô. “É bom e barato”, garante. “Gosto de servir de forma democrática, a preços acessíveis, sem frescura e de forma aconchegante”, acrescenta.

Em Botequim Carioca, seu outro estabelecimento, serve as autênticas comidas de boteco. Estabelecido é um bar mais carioca que lá!! A especialidade é a famosa feijoda.

Dono também da 021 Pizzaria, referência ao DDD do Rio de Janeiro, tem o cenário que remete à parte glamorosa e saudosa do Rio antigo com uma decoração com inspiração retrô. “A pizza é quadrada, servida em chapa de ferro como aperitivo, com ingredientes diferentes, como ricota defumada, brie e geleia de pimenta”, detalha.

Suas delícias ganharam solos estrangeiros. O chef foi convidado para ter no cardápio do restaurante Ipanema, em Nova York, o Esquina Carioca, um saboroso cupcake de carne com vinagrete, além de outras maravilhas!!

Deu água na boca? Siga o chef nas redes:

@melchiorchef

@betequim_carioca_santoandre

@bistro558

@021_pizzaria

Serviço:

Bistrô 558

R. Cel. Ortiz, 558 – Vila Assunção, Santo André – www.bistro558.com.br

Botequim Carioca

R. Santo André, 524 – Centro, Santo André – www.botequimcarioca.com.br

0 21 Pizzaria

R. Sete de Setembro, 59 – Vila Alzira, Santo André – SP – www.021pizzaria.com.br

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